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osteoporose

Ao revisar recentemente um estudo sobre osteoporose e saúde óssea que dizia que “(…) a vitamina D e os suplementos de cálcio podem não diminuir o risco de fratura”, me dei conta de que muitos dos efeitos deste tipo de suplementação nunca foi estudada a longo prazo. Na verdade, há diversas correntes modernas que questiona fortemente a eficácia da utilização da vitamina D e do cálcio como mitigantes dos problemas da osteoporose.

De fato, a literatura demonstra através de estudos que suplementos de cálcio têm riscos e efeitos colaterais, e provavelmente não são indicados para a maioria dos adultos saudáveis ​​da população com mais de 50 anos. Essas pessoas não estão em alto risco categoria de deficiências vitamínicas, osteoporose e fraturas, e geralmente os aconselhamos a obter o seu cálcio a partir de alimentos. As fontes dietéticas de cálcio estão por toda a parte, incluindo leite e iogurte, mas também incluem alimentos adequados para os veganos como folhagens verdes (couve, ervilhas), além de tofu, amêndoas e suco de laranja.

O que há de novo na literatura sobre osteoporose?

As últimas pesquisas descobriram que ingerir suplementos de vitamina D não protegeu de maneira eficaz as fraturas em pessoas com mais de 50 anos. Os autores examinaram 33 estudos de pesquisa, incluindo mais de 50 mil pessoas em sua análise. No entanto (e isto é uma questão significativa), os pesquisadores do estudo observam várias vezes que sua pesquisa incluiu apenas pessoas saudáveis ​​na amostragem e que suas descobertas não se aplicam a pessoas idosas que vivem em lares que podem ter uma dieta mais pobre, menos exposição ao sol e mobilidade e que apresentam riscos particularmente elevados de fraturas. De fato, as recomendações originais para a suplementação de cálcio foram baseadas em um estudo de mulheres idosas, vinculadas a domicílio, com deficiências vitamínicas e baixa densidade óssea, para quem os suplementos de cálcio e vitamina D reduziram significativamente o risco de fratura.

Qual é a conclusão?

Na verdade, a conclusão destes estudos não mudou muito minha conduta. Meu conselho para meus pacientes saudáveis ​​ainda é obter o cálcio de alimentos, e a melhor dieta para isso é uma dieta de estilo mediterrâneo rica em plantas coloridas, muitas leguminosas e (caso a pessoa não seja vegetariana) peixe. Uma dieta rica em laticínios com alto teor de gordura e baixo teor de açúcar (o iogurte é ideal) pode fornecer bastante cálcio. No que diz respeito à vitamina D, bem, a suplementação de vitamina D continua a ser um tema de debate animado entre diferentes correntes, incluindo especialistas em endocrinologia de diversas instituições.

As últimas novidades sobre a vitamina D

É esperado pela qualidade da alimentação e estilo de vida da população em média que um grande grupo de pessoas provavelmente apresentará em algum momento de sua vida deficiência em vitamina D. Isto inclui também pessoas com distúrbios alimentares, cirurgias de bypass gástrico (bariátrica), doença celíaca, mulheres grávidas e lactantes, negros e usuários de bloqueador solar. Além disso, pessoas com risco de baixa densidade óssea (mulheres perimenopáusicas e pós-menopáusicas), diagnosticadas com outros distúrbios esqueléticos ou que tomam certos medicamentos são um grupo de risco e devem discutir com seus médicos se há necessidade de suplementação e monitoração constante dos seus níveis de vitamina D.

Muitos moradores do sul do Brasil correm o risco de uma queda acentuada nos níveis de vitamina D durante o inverno. Esta não é, de forma geral, uma preocupação presente nos estados do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Para as pessoas que não estão expostas a um fator de risco mas podem eventualmente precisar de um aumento da vitamina D, ele pode ser encontrado em alguns alimentos comuns, incluindo sardinha, salmão, atum, queijo, gemas e leite fortificado com vitaminas. Para aqueles que eventualmente tenham problema de obter a vitamina D através da alimentação, é improvável que uma suplementação de 400 a 2.000 UIs de vitamina D cause qualquer tipo de danos. Há relatos de toxicidade da vitamina D  em níveis acima de 80 mg/ml, que causa liberação do excesso de cálcio na corrente sanguínea. No entanto, isso é muito raro, ocorrendo somente em pacientes que eventualmente fizeram uso  de suplementação de vitamina D em doses elevadas de 50.000 UI semanalmente durante um longo período de tempo.

Outras formas importantes e eficazes para proteger seus ossos

Existem outros métodos que podem ser mais eficazes na manutenção da saúde óssea e na redução do risco de fratura, principalmente em casos de osteoporose. Um dos quais é provável que todos concordem é uma atividade física regular. Exercícios como como andar, correr, tênis e principalmente musculação têm um efeito comprovado no fortalecimento dos ossos. Exercícios básicos como ioga e Pilates podem melhorar o equilíbrio. Tudo isso pode ajudar a reduzir quedas e risco de fratura.

No final das contas, minha recomendação essencial é adotar uma dieta de estilo mediterrâneo, rica em plantas coloridas, muitas leguminosas, eventualmente peixe, além de laticínios com baixo teor de açúcar e gordura. Tudo isto complementado por muita atividade física variada ao longo de sua vida inteira… e suplementos de cálcio e/ou vitamina D somente para certas pessoas, após uma discussão com seu nutrologista.


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2 Comments

Dra. Juliana Larafevereiro 19, 2018 at 9:01 pm

muito informativo o texto, gostei bastante. Encontrei esse site, que me ajudou e também pode ajudar outras pessoas https://www.reumatocare.com.br/osteoporose.html , vale a pena conferir

    Dra. Juliana Larafevereiro 19, 2018 at 9:01 pm

    Bom dia, Dalva! Fico feliz que tenha gostado. Vou verificar o site sugerido, obrigada pela sugestão.

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